Abordar este assunto é delicado, mas para o abordar é necessário que se fale nos factos e no que é verdade, portanto, antes de me por a falar dele tive de averiguar bem a coisa
A notícia:
Chega: Moção defende remoção dos ovários a mulheres que abortem
Os factos: (Fact Check Observador)
"O documento “Moção Estratégica Global para Portugal” foi submetido à votação dos delegados do Chega por Rui Roque, ex-militante do Partido Nacional Renovador (2007-2014) e do Aliança (2019), atual militante do partido de André Ventura, e foi uma das primeiras moções a ser votadas na noite de sábado, 19."
“Propomos que [a] todas as mulheres que abortem no Serviço Público de Saúde, por razões que não sejam de perigo imediato para a sua saúde, cujo bebé não apresente malformações ou tenham sido vítimas de violação, devem ser retirados os ovários, como forma de retirar ao Estado o dever de matar recorrentemente portugueses por nascer, que não têm quem os defenda no quadro atual.”
"É verdade que os militantes do Chega, reunidos em Évora, no último fim de semana, foram chamados a votar uma proposta nestes termos? Sim, é verdade. E é verdade que a proposta foi chumbada? Sim, foi rejeitada por uma larga maioria dos militantes reunidos na II Convenção do partido: num universo de 254 delegados, 216 votaram contra, 38 votaram a favor.”
“Não é verdade que os militantes do Chega tenham aprovado uma proposta defendendo que se retire os ovários a uma mulher que recorra ao serviço público de saúde para realizar uma interrupção voluntária da gravidez. Também não é verdade que a direção do Chega tenha defendido essa posição. É verdade, sim, que a proposta foi apresentada a votos na II Convenção e que os delegados a sufragaram. O resultado foi uma rejeição dessa proposta.”
Ainda foi dito que:
“as feministas têm como objetivo impulsionar a agenda homossexual-lésbica-bissexual-transexual e não os interesses das mulheres comuns e correntes.”
A minha humilde opinião:
Não vou querer entrar em grandes politiquices, até porque o meu pai ia já ficar a pensar que finalmente a filha tinha decidido abraçar a vida política, não pai, ainda não é desta, lamento, tenho mais que fazer da vida, deixo isso para quem realmente possa fazer a diferença.
A minha opinião vale o que vale, mas não posso deixar de me posicionar.
1º A dita moção até pode ter sido rejeitada e até pode não ter sido defendida pela direção do Chega, mas houve quem a tivesse proposto e quem tivesse sido a favor, e isto sim é assustador.
2º Um partido que na sua maioria é composto por homens, temos aqui mais um exemplo de homens a quererem mandar no corpo da mulher.
3º Fazer ou não um aborto, só diz respeito aos intervenientes, neste caso, ao casal, ou apenas à mulher, porque na sua maioria muitas delas tomam a decisão sozinhas.
4º As feministas não tem como objetivo impulsionar agenda nenhuma, @s feministas, sim porque também existem homens feministas, defendem a igualdade entre homens e mulheres, libertação de padrões patriarcais, equidade, defendem a luta contra o machismo, sexismo e misoginia, mas na visão das mentes mais quadradas e machistas, as feministas são mulheres histéricas, que querem virar todas lésbicas e criar novas discípulas, deixar a loiça na pia por lavar, que não querem ter filhos e que querem acabar com a dita “família tradicional”.
5º Como vocês sabem nenhum contracetivo é 100% eficaz, está mais que provado que não é.
Usar preservativo, tomar a pilula, colocar o DIU ou um implante, nada disto é 100% eficaz, e não sendo 100% eficaz existem alternativas, de facto existe a pilula do dia seguinte, mas olhem, nem esta é 100% eficaz.
Quando todos estes métodos falham, quando os pares destas mulheres falham e não existem todas as condições reunidas para uma criança nascer, talvez para estas mesmas mulheres o aborto seja a única solução.
6º A despenalização da interrupção voluntária da gravidez, foi um direito dado as mulheres, para que as mesmas pudessem fazê-lo em segurança, preservando a sua saúde física e psíquica, e agora quem o fizer sem ser pelos motivos que eles acham plausíveis é castigada?! É isso?
Olhem eu não sei o dia de amanhã, não sei, não sei se algum dia terei de recorrer a um aborto, não sei, ninguém sabe, e só tenho a acrescentar isto, ainda que eu tenha o útero ao contrário e os ovários avariados, o útero e os ovários são meus, porra!
Os factos: (Fact Check Observador)
"O documento “Moção Estratégica Global para Portugal” foi submetido à votação dos delegados do Chega por Rui Roque, ex-militante do Partido Nacional Renovador (2007-2014) e do Aliança (2019), atual militante do partido de André Ventura, e foi uma das primeiras moções a ser votadas na noite de sábado, 19."
“Propomos que [a] todas as mulheres que abortem no Serviço Público de Saúde, por razões que não sejam de perigo imediato para a sua saúde, cujo bebé não apresente malformações ou tenham sido vítimas de violação, devem ser retirados os ovários, como forma de retirar ao Estado o dever de matar recorrentemente portugueses por nascer, que não têm quem os defenda no quadro atual.”
"É verdade que os militantes do Chega, reunidos em Évora, no último fim de semana, foram chamados a votar uma proposta nestes termos? Sim, é verdade. E é verdade que a proposta foi chumbada? Sim, foi rejeitada por uma larga maioria dos militantes reunidos na II Convenção do partido: num universo de 254 delegados, 216 votaram contra, 38 votaram a favor.”
“Não é verdade que os militantes do Chega tenham aprovado uma proposta defendendo que se retire os ovários a uma mulher que recorra ao serviço público de saúde para realizar uma interrupção voluntária da gravidez. Também não é verdade que a direção do Chega tenha defendido essa posição. É verdade, sim, que a proposta foi apresentada a votos na II Convenção e que os delegados a sufragaram. O resultado foi uma rejeição dessa proposta.”
Ainda foi dito que:
“as feministas têm como objetivo impulsionar a agenda homossexual-lésbica-bissexual-transexual e não os interesses das mulheres comuns e correntes.”
A minha humilde opinião:
Não vou querer entrar em grandes politiquices, até porque o meu pai ia já ficar a pensar que finalmente a filha tinha decidido abraçar a vida política, não pai, ainda não é desta, lamento, tenho mais que fazer da vida, deixo isso para quem realmente possa fazer a diferença.
A minha opinião vale o que vale, mas não posso deixar de me posicionar.
1º A dita moção até pode ter sido rejeitada e até pode não ter sido defendida pela direção do Chega, mas houve quem a tivesse proposto e quem tivesse sido a favor, e isto sim é assustador.
2º Um partido que na sua maioria é composto por homens, temos aqui mais um exemplo de homens a quererem mandar no corpo da mulher.
3º Fazer ou não um aborto, só diz respeito aos intervenientes, neste caso, ao casal, ou apenas à mulher, porque na sua maioria muitas delas tomam a decisão sozinhas.
4º As feministas não tem como objetivo impulsionar agenda nenhuma, @s feministas, sim porque também existem homens feministas, defendem a igualdade entre homens e mulheres, libertação de padrões patriarcais, equidade, defendem a luta contra o machismo, sexismo e misoginia, mas na visão das mentes mais quadradas e machistas, as feministas são mulheres histéricas, que querem virar todas lésbicas e criar novas discípulas, deixar a loiça na pia por lavar, que não querem ter filhos e que querem acabar com a dita “família tradicional”.
5º Como vocês sabem nenhum contracetivo é 100% eficaz, está mais que provado que não é.
Usar preservativo, tomar a pilula, colocar o DIU ou um implante, nada disto é 100% eficaz, e não sendo 100% eficaz existem alternativas, de facto existe a pilula do dia seguinte, mas olhem, nem esta é 100% eficaz.
Quando todos estes métodos falham, quando os pares destas mulheres falham e não existem todas as condições reunidas para uma criança nascer, talvez para estas mesmas mulheres o aborto seja a única solução.
6º A despenalização da interrupção voluntária da gravidez, foi um direito dado as mulheres, para que as mesmas pudessem fazê-lo em segurança, preservando a sua saúde física e psíquica, e agora quem o fizer sem ser pelos motivos que eles acham plausíveis é castigada?! É isso?
Olhem eu não sei o dia de amanhã, não sei, não sei se algum dia terei de recorrer a um aborto, não sei, ninguém sabe, e só tenho a acrescentar isto, ainda que eu tenha o útero ao contrário e os ovários avariados, o útero e os ovários são meus, porra!
No meu corpo mando eu, nos meus ovários mando eu!

Comentários
Enviar um comentário